(Vale do Côa)

 

O ICOMOS actua nas áreas da conservação e da protecção dos sítios património cultural. É a única organização não-governamental global deste género que se dedica à promoção da teoria, metodologia e técnicas científicas para a conservação do património arquitectónico e arqueológico. O seu trabalho baseia-se nos princípios consagrados na “Carta Internacional para a Conservação e Restauro de Monumentos e Sítios” (Carta de Veneza, 1964).

O ICOMOS é também uma rede de especialistas que beneficiam da troca interdisciplinar incluindo-se, entre os seus membros, arquitectos, historiadores, historiadores de arte, arqueólogos, geógrafos, antropólogos, engenheiros e urbanistas.

Os membros do ICOMOS contribuem assim para a sensibilização e salvaguarda do património cultural, nomeadamente através do estabelecimento de normas e estudo de técnicas adaptadas a cada tipo de bem como edifícios, sítios arqueológicos, cidades históricas e paisagens culturais.

 

FAUP MI Eventos Forum do Porto Banners 2

 

O grupo de investigação Património da Arquitectura, da Cidade e do Território (PACT) do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo (CEAU-FAUP) organiza nos dias 20 e 21 de Novembro, no Museu Nacional Soares dos Reis, o Fórum do Porto dedicado aos temas do Património, Cidade e Arquitectura.

Passados mais de vinte anos desde a integração do Centro Histórico do Porto na Lista do Património Mundial, em 1996, a cidade do Porto apresenta-se como um estimulante ponto de partida para uma discussão alargada a outros casos nacionais e internacionais. Neste contexto, no 'Fórum do Porto | Património, Cidade, Arquitetura' vão ser apresentadas e debatidas aplicações da Recomendação sobre as 'Paisagens Históricas Urbanas' (UNESCO, 2011) a cidades Património Mundial, reflexões sobre a Gestão do Património Classificado em Portugal e sobre Instrumentos Municipais de Salvaguarda Patrimonial, assim como exemplos de Intervenções em Património Edificado na cidade do Porto. As diferentes mesas redondas propõem uma discussão que se pretende ampliada a investigadores, técnicos municipais, gestores, profissionais, estudantes e a todos os interessados no debate construtivo sobre a salvaguarda sustentável de cidades com significativo valor patrimonial, como é o caso do Porto.

Entre as presenças confirmadas encontra-se Alexandre Alves Costa (CEAU-FAUP), Ana Roders (UT Eindhoven), Aníbal Costa (UA), Anton Capitel (ETSAM), Bruno Mengoli (ENSAPLV), Carolina Di Biase (Polimi), Clara Pimenta do Vale (CEAU-FAUP), Francisco Barata Fernandes (CEAU-FAUP), João Carlos dos Santos (DGPC), João Pedro Xavier (CEAU-FAUP), José Aguiar (FAUL-ICOMOS), Julia Rey (U. Sevilha), Lino Tavares Dias (CITCEM-CEAU), Maria Helena Barreiros (CML), Mariana Correia (ESG), Marion Harney (U. Bath), Nuno Valentim (CEAU-FAUP), Pedro Alarcão (CEAU-FAUP), Raimundo Mendes da Silva (UC), Ricardo Rodrigues (CMG), Rosário Machado (Rota do Românico), Rui Fernandes Póvoas (CEAU-FAUP), Sérgio Fernandez (CEAU-FAUP), Teresa Andresen e Teresa Cunha Ferreira (CEAU-FAUP).

O “Fórum do Porto – Património, Cidade, Arquitetura” conta com o apoio institucional da APPRUP - Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Proteção do Património, Fundação Marques da Silva, GECoRPA – Grémio do Património, Icomos Portugal, Instituto da Construção e Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN).

A entrada é livre (sujeita à lotação da sala).

Mais informações em www.fa.up.pt, evento no Facebook ou através do email This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it..

 

Titulo AIP

 

A APAI – Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes, em parceria com o ICOMOS-Portugal e a Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A., e que conta com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO e da Câmara Municipal de Sintra, vai organizar nos próximos dias 8 e 9 de novembro de 2017, em Sintra (Centro Cultural Olga Cadaval), uma conferência sobre “Avaliação de Impactes no Património”, em particular nos bens inscritos na Lista do Património Mundial.

Consulte o programa seguindo a ligação.

O projecto do Gasoduto Celorico-Vale de Frades interligação transfronteiriça da Rede Nacional de Transporte de gás natural, promovido pela REN – Gasodutos, SA, atravessa o Alto Douro Vinhateiro, bem inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO, na sua zona limite, junto ao Monte Meão, bem como uma área considerável da Zona Especial de Protecção nos concelhos de Mêda, Vila Nova de Foz Côa, Vila Flor, Torre de Moncorvo e Alfândega da Fé. Aplicando-se as mesmas regras de gestão do bem classificado à referida ZEP, o ICOMOS PT considera que este projecto constitui uma agressão ao bem, devendo ser procurado um traçado alternativo fora da Região Demarcada do Douro. Note-se ainda que o traçado que está em avaliação atravessa o Vale da Vilariça, com singular importância ao nível da paisagem agrícola e do património cultural, bem como outras zonas naturais protegidas.

Por outro lado, o Estado Português está obrigado a comunicar à UNESCO qualquer intenção de alteração dentro da área classificada, tratando-se, para além disso, de um projecto a financiar pela UE, visto que representa uma modificação significativa dos valores paisagísticos e culturais em presença, incompatíveis com a construção deste equipamento.

Lisboa, 14 de Julho de 2017

Faça download do documento original e a recente notícia no jornal Público.

rocha 2 Piscos web

O acto de vandalismo ocorrido na rocha nº 2 da Ribeira de Piscos situada no Parque Arqueológico do Côa - Património da Humanidade, surge na sequência da falta de resolução de diversos problemas que se arrastam desde que foi criada a Côa Parque — Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa em 2011. Neste sentido, o ICOMOS–Portugal comunicou ao ICOMOS-Internacional e à Comissão Nacional da UNESCO o sucedido, bem como solicitou ao Exmº Senhor Ministro da Cultura que, com carácter de urgência, providencie a reposição da vigilância no Parque.

Na sequência destas iniciativas foi elaborado o Comunicado de Imprensa que pode, aqui, consultar.

capa 61Foi editado  número 61 da revista Pedra & Cal, editada pelo GECoRPA, Grémio do Património.

Poderá consultar e fazer o download desta revista no sítio do GECoRPA.

DEscentraliz

As propostas legislativas governamentais destinadas a incorporar competências da área do Património Cultural nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e Autarquias Locais representam uma ruptura o modelo jurídico e institucional existente em Portugal, consolidado desde 1980/1985 (criação do Instituto Português do Património Cultural e publicação da primeira Lei de Bases do Património Cultural) em respeito pelas convenções internacionais e boas práticas. Como tal, esta reforma requer maior conhecimento, reflexão e debate por parte técnicos e académicos do sector (e suas associações representativas) e, também, por parte dos cidadãos.

Foi neste âmbito que, no passado dia 15 de Março se realizou, no Centro Nacional de Cultura, um debate-sessão de esclarecimento cujo lema era: “O Património Cultural e a Descentralização”. Este evento foi promovido pelo “Fórum do Património 2017”, ICOMOS-Portugal e ICOM-Portugal, tendo contado com deputados e representantes dos Grupos Parlamentares com assento na Assembleia da República.

Na sequência desta sessão o ICOMOS-Portugal e o ICOM-Portugal redigiram o seguinte contributo que contou ainda com o apoio da Associação dos Arqueólogos Portugueses – consultar aqui.

(Uma iniciativa da DGPC com o apoio do ICOMOS-Portugal)

 

Consulte o programa no site da Direção Geral do Património Cultural.

Serralves 

 

Conversa Álvaro Siza - Visões da Alhambra | 18 Abril, 2017

19h00 - DEBATE "PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO E INTERVENÇÃO CONTEMPORÂNEA”
Celebrando o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, em continuidade com os temas abordados pela exposição "Álvaro Siza Vieira: Visões da Alhambra”, a Fundação de Serralves apresenta uma conversa sobre património arquitetónico e intervenção contemporânea. Para esse efeito, estarão representadas várias instituições ligadas à promoção e conservação de edifícios e locais protegidos, debatendo os contextos históricos, pedagógicos e sociopolíticos com que lidam na sua atividade: da classificação da obra do arquiteto Álvaro Siza à (re)construção e gentrificação de territórios consolidados. A turistificação dos jardins da Alhambra, dos canais de Veneza ou das ruas do Porto, revela a arquitetura como grande mediadora das dialéticas urbanas e dinâmicas culturais que consideramos como Património da Humanidade.